Resenha: Irresistível, de Sylvia Day

Imagem: Pixabay.

Irresistível (Seven Years to Sin), de Sylvia Day.

 

Sete anos antes, às vésperas de seu casamento, Jessica testemunhou sem querer uma cena íntima protagonizada por um casal, ao ar livre. Ainda que se sentisse estranha naquela posição de voyeur, ela ficou magnetizada, sem conseguir sair do lugar. Mesmo sem compreender os motivos, ela se viu completamente excitada, e a cena com aquele homem povoou seus sonhos por muito tempo: Alistair era o nome dele. Durante os anos de um casamento sem grandes marcos, a imagem de Alistair continuou alimentando a imaginação de Jessica, provocando sonhos e fantasias que ela não ousava contar para ninguém. Agora Jess passava por momentos decisivos. Viajar para o Caribe a fim de recomeçar a vida parecia ser a melhor coisa a fazer. Tendo perdido o marido um ano antes, decide fazer a viagem e acaba encontrando Alistair no mesmo cruzeiro…. E os sete anos de prazeres negados pareciam agora detidos apenas por algumas finas camadas de seda… e a certeza de que já haviam esperado o bastante.

Clique aqui para saber mais sobre o livro.

Depois de ler o nome Sylvia Day em várias listas de Bestsellers, decidir ler um livro dela. A escolha do livro foi aleatória, com a expectativa de conhecer o que essa autora teria de bom. Apesar de as minhas preferências literárias serem bastante despretensiosas, “Irresistível” é fraco, e olha que a minha tolerância é enoooorme!

O prólogo de “Irresistível” promete: a relação platônica entre a reprimida deusa de mármore e o libertino. Mas quando esta finalmente se concretiza, é decepcionante. O plot é fraco, sem acontecimentos relevantes e sem uma história plausível. Jess e Alistair são chatos, suas motivações superficiais e seus caracteres pseudo-irrefutáveis não convencem. Os diálogos e promessas de amor são tão emocionantes e profundos como uma música do Wando. Ele pelo menos assume sua breguice, e cantarola sem compromisso seus blá-blás de amor, sem medo de rir de si mesmo.

Além disso, ainda tive que me confrontar com resenhas sobre o livro que afirmam que “Irresistível” é um dos livros mais profundos da autora. Hein? Imagina os livros “superficiais” de Sylvia Day…

Mas preciso admitir que a autora conseguiu com Hester, a coadjuvante irmã de Jess, dar umas escorregadas positivas. O “corpo traidor” de Hester no contexto da triangulação Hester-pai-marido tornam-na muito mais humana e simpática do que Jess, e poderia abrir um tema bem interessante. Pena que é só um arranhão na história.

Por que eu li o livro até o final? Porque fiquei na expectativa de alguma reviravolta emocionante no final, que justificasse as críticas positivas. Não teve.

 

Clique para ver  a lista de todos as resenhas já publicadas pelo blog Madame Fufu.

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